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Primeira ação do tipo em Itabuna levou esperança de cura para pessoas que não conseguem realizar o exame fora da região

A Casa de Apoio do GACC Sul Bahia recebeu, no último dia 25 de novembro, um mutirão inédito de coleta de HLA voltado a pacientes com doença falciforme. A ação foi realizada em parceria com o CERDOFI (Centro de Referência de Doença Falciforme) e a Secretaria de Saúde de Itabuna, e atendeu mais de 100 pessoas com perfil para o exame.

O que é o exame de HLA e por que ele é tão importante

O exame de HLA (Antígeno Leucocitário Humano) é um teste genético fundamental para quem tem doença falciforme. Ele identifica compatibilidade entre doador e receptor de medula óssea — o que, em muitos casos, representa a única chance de cura para a doença.

Apesar de ser essencial, o exame não é oferecido na região Sul da Bahia. O único local autorizado para realizar a coleta de HLA atualmente fica em Salvador. Com isso, muitos pacientes enfrentam barreiras geográficas e financeiras para conseguir realizar o exame.

“Esse mutirão foi um marco. Pela primeira vez, o exame foi acessível aqui, perto de casa, e isso muda a vida de muitas famílias”, destacou dra Teresa Fonseca, oncolologista e hematologista do CERDOFI.

 Acolhimento, estrutura e impacto direto

O GACC Sul Bahia cedeu espaço, apoio logístico, apoio técnico profissional e estrutura para o mutirão acontecer com qualidade e acolhimento. Os atendimentos aconteceram ao longo de todo o dia 25 de novembro, com organização humanizada e foco na inclusão.

“É uma honra ver nossa Casa de Apoio sendo também um lugar de esperança para além do câncer. Atender pacientes com doença falciforme, oferecendo conforto e estrutura, reforça nosso compromisso com o cuidado integral”, afirmou Juliana Silva, coordenadora do GACC Sul Bahia.

Um avanço histórico para o Sul da Bahia

Essa foi a primeira vez que Itabuna recebeu uma ação desse porte voltada à coleta de HLA. O mutirão atendeu pacientes de diferentes cidades da região, e sua realização representou um passo histórico no acesso à saúde genética para populações vulneráveis.

A doença falciforme é uma condição hereditária grave, que atinge principalmente pessoas negras e pardas. O tratamento envolve cuidados contínuos, mas a cura só é possível com o transplante de medula compatível, cuja viabilidade depende do teste de HLA.